06/12/2020

UM DOMINGO ESPECIAL

 

 Domingo diferente. Eu na casa da minha namorada. Somos seres nos aproximando dos setenta e encontramos em nós, tudo o que achávamos que havíamos perdido. Achamos o amor os afagos o respeito e a compreensão. Romantismo, carinhos, sorrisos e uma enorme vontade de viver e estar juntos. E porque não dizer que a excitação também se fez presente.

Tudo era uma grande novidade para nós. E como um bom namorado resolvi mostrar meus dotes. Combinei com ela de fazer um almoço, coisa simples. Filé de frango, saladinha, arroz branco e uma farofa molhadinha de granulado de milho.

Fomos ao supermercado. Namorando e de mãos dadas. Ela me mostrando os caminhos e o que achava bonito em alguns jardins das casas durante o trajeto.

Apresentou-me  à alguns vizinhos. Eu muito feliz e apaixonado sorri para todos. Na volta fui para a cozinha preparar o almoço. Ela resolveu ajudar e fazer-me companhia. Enquanto fritava os filés, ganhei um beijinho no pescoço. Abrimos uma cerveja geladinha e de gole em gole deixamos rolar algumas bicotas e afagos. Temperei o arroz e olhei para ela. Estava encostada na pia lavando uma vasilha.  Amei seu trejeito distraído e gracioso de fazer o trabalho. Abracei-a por trás, sentindo o perfume do seu corpo. Beijei-lhe a nuca, senti o seu sorriso, seu corpo se arrepiando. Virei-a de lado e beijei sua boca. Senti-me em nuvens de felicidade. Sorrimos, depois e juntos colocamos a mesa do almoço. Ela deu o toque final nos talheres. Saboreamos o almoço. Não sei se a gosto dela, mas muito elogiado.

Após nos lambuzamos de beijos e sorvete de chocolate. Fomos para sala nos aconchegamos no sofá. Ai... Apaixonados como estamos.


03/12/2020

MEUS CABELOS GRISALHOS

 





Na juventude andando na noite pela rua vazia.

Olhava a lua prateada, quando reluzia.

A mesma lua que conhecia.

Minha primeira namorada!

Tinha sempre a impressão que me dizia.

--- Seja feliz com sua amada!

 

Hoje meus cabelos estão brancos.

Parecem fios de algodão.

Mesclados com o luar de prata,

Da mesma lua, que eu namorava.

Nas noites que eu fazia serenata.

Hoje essa mesma lua, em festa!

Me convida! Para fazer seresta.

 

O tempo tomou meu corpo.

Porém cuidou de mim.

Hoje sou um resto de seresta.

Acompanhado por meu bandolim.

 

Um velho! Estou no fim do meu tempo.

Passei pela vida com felicidade.

Carregando nos ombros a lealdade.

Que aprendi desde o berço.

Quando minha velha mãe orava no terço.

Para eu ter dignidade.

Se eu partir agora! Vou embora.

Deixando a saudade.

No coração dos que amei.

 

Vou embora rindo para a vida.

E agradecendo pelos os sonhos que sonhei.

Pois plantei sempre o amor.

Por todos os lugares que passei.

 

 

Carlos Alberto Paduan

Carnaval de 2.020

Vila Esperança – São Paulo