16/11/2019

DEPRESSÃO – PARTE TRÊS —CONFISSÕES

No presente me dissestes também que na companhia de Aurora, muitas vezes vocês brigaram. Porque algumas vezes ela um pouco mais rispida lhe ordenava algo e você imitando uma criança respondia – Sim mamãe.

Porem agora você já não tem mais a Aurora. E por conta disso se trancou nessas quatro paredes de seu quarto que eu chamo de prisão. E se não saíres dai para ver o mundo lá fora te garanto que não demora muito seu próximo passeio chama-se cemitério.

Sugiro que você pegue aquele antigo retrato que tens da Aurora – conforme me contaste - com os cabelos curtos e suma com ele. Faça-o desaparecer ou mande para ela de volta. Tens que desatrelar esta imagem dos seus pensamentos.

Agora meu caro Alberto você vai sair desse quarto. Dessas ridículas quatro paredes que te amarguram. As paredes estão cansadas de te ver. De escutar teus choros e lamúrias. As paredes estão cansadas de ouvir um idiota chorando com pena dele mesmo. Sai desse lugar. Levanta cedo e vai caminhar na praia. Vai olhar o rosto das pessoas. Diga-lhes bom dia e sorria para todos. Você vai se surpreender. Todos têm problemas e alguns piores que os teus. Mas saem e sorriem para os outros. Todos têm problemas paixões, amores perdidos e até mortos. Mas estão vivendo. Sai dessa droga desse quarto e sorria ao invés de chorar. Corte os cabelos tire essa barba idiota e mal aparada que te deixa com cara de sebento. A partir de amanhã vais fazer o que lhe pedi. Durante três dias. Depois vai me dar o relatório do resultado disso. E se não o fizer esqueça a doutora Maria Esmeralda.

E-mail à doutora Esmeralda.

Prometo que lhe farei isso. Nos próximos dias, mas tenho que também pagar uma promessa que fiz à uma identidade espirita. Pedi-lhe que me ajudasse a encontrar a felicidade e me ajudasse com a venda do meu livro. O livro começou a dar certo agora, mas a felicidade sumiu. Acho que não cumpri minha parte no prometido. Talvez eu tenha que passar novamente por todas as guerras do amor, para aprender a ser feliz. Então vou pagar essa promessa e colocar as velas na cruz.

E-mail da doutora Esmeralda. Faça tudo o que tiver de fazer. Preciso do resultado de tudo que acontecer, para analisar nossos próximos passos.

Continua  

 

13/11/2019

DEPRESSÃO PARTE DOIS – O INÍCIO

 

Ontem quando escrevi DEPRESSÃO A DOENÇA DO SONHADOR. Achei que nosso personagem o Alberto chegou ao fundo do poço. Suas lágrimas e os gritos foram ouvidos por todas as pessoas da casa. Acharam por bem medica-lo com atendimento médico.
Como escritor ele também já estava no fundo do poço. Misturando tudo na cabeça. A necessidade de amor, com o medo de perder. Misturou a felicidade que tinha no passado com o amor do presente. Misturou o menino feliz e amado da infância com o velho apaixonado do presente.
Sua namorada mandou-o embora. Para que precisa um cara maluco ao lado dela. Embora Aurora - a namorada - seja uma mulher extrovertida e briguenta.
Ciente do que se passa na sua cabeça doente. Alberto resolveu se tratar. Pelo SUS! Não dá, além de demorado ser. Girou a internet e achou uma psicóloga. Doutora Esmeralda. Mandou um E-mail pedindo ajuda. A doutora depois de muito felicita-lo como escritor ficou contente por ter encontrado Alberto, seu namoradinho de infância.
Prontificou-se a ajudar Alberto mesmo por E-mail ou se ele desejasse até por telefone.
Passou a Alberto um questionário pedindo que ele fosse o mais sincero possível em todas as respostas. O cara não só fez isso como também chorou em algumas respostas.
No segundo E-mail Esmeralda pediu para Alberto contar desde os tempos de criança. Desde aquele cantinho onde eles se conheceram e se criaram virando namorados.
Alberto relatou a Doutora à primeira parte do seu livro (OS AMORES DE CARLINHOS) ainda não publicado. Que conta a historia de duas crianças que se apaixonaram aos quinze anos de idade. E vivendo só de emoções e encantos do primeiro amor.
Ela respondeu o Email – Nossa! Você lembrou-me realmente o quanto éramos felizes. Mas precisa se curar disso também. Pois esta na sua escrita que você ainda tem isso como felicidade. Vive muito de passado. Não saiu ainda da sua cabeça que o destino e o tempo jogaram tudo isso no lixo.
Por exemplo: Hoje eu quero te ajudar a sair disso. Como tua psicóloga e amiga. Mas se você tiver alguma esperança em me ver pensando em amor. Estou fora! Aqui seremos eu a psicóloga Maria Esmeralda e você o paciente Alberto.
Alberto concordou dizendo a ela que embora seja um velho com setenta anos. Ainda é apaixonado por Aurora a namorada da sua juventude.
Maria Esmeralda disse a ele para ir pensando nisso também. Como ele vê a Aurora de hoje e como ele â via no passado.
No próximo E-mail conto mais a vocês, ou seja, amanhã.