04/09/2018

Mais um trecho do livro ” OS DOIS AMORES DE CARLINHOS” ( não publicado ) MARIA DE MARINGÁ

Na volta, já acomodado na dura poltrona estofada do vagão de passageiros. Tirou do bolso um panfleto turístico que explicava o porque do nome e como nasceu a cidade de Maringá. Leu a história e depois baixinho cantou a música composta por Joubert de Carvalho. Pegou a caneta e papel e fez a canção dele. A moda dele, num desabafo do peito. Pelo amor que o havia traído. Juntou sua dor à inspiração do compositor e escreveu o que sentia.                           

A canção, nascida do amor

do incansável lenhador.

Que amava Maria. De Ingá.

A seca matando o verde da terra

da pequena cidade. Ingá!

Maria vendo o ingazeiro do quintal morrendo,

com a sede da terra, que sem poder beber, fazia a roça verde, ficar amarela.

Hora de partir procurar um alento de esperança

a cabocla partiu, partindo também, o coração

do lenhador.

Maria de Ingá

da casa da ingazeira.

Misturando o bom sotaque mineiro,

comendo letras e falando depressa.

Maria de Ingá

Maria da casa da Ingazeira.

Maria do Ingá

Maringá!

Assim o lenhador, chamava seu amor!

Cabocla Maringá!

Ele também fugindo da seca

Foi cortar sua lenha, em terras

do Paraná!

Cansado da lida, no final do dia.

Corpo doído, reclamando descanso.

Lembrança da cabocla, único alento.

E da memória ao pensamento,

Um choro forte no peito.

Num lamento de vós.

A cantar. Maringá. Maringá!

E aberta à trilha no machado.

No encho e na enxada.

O verde caindo.

E no final da picada!

Nasceu a cidade canção!

Maringá!

Um amor caboclo.

Num sonho canção.

Quando os sentimentos queimam no peito a vida parece cansada, devido ao desanimo.

Uma dor que parece nunca vai ter fim. Um lamento que vem lá do fundo da alma. Carlinhos sabia que também tinha, uma Maria de Maringá. E que essa cabocla não partira por causa da seca. Maria Esmeralda de Maringá partiu, seu coração menino.

02/09/2018

Pequeno trecho do meu livro “ OS DOIS AMORES DE CARLINHOS “ ainda não publicado.

Parou diante da cama e ficou olhando sua bela Vênus dormindo. Parte do corpo coberta com um lençol colorido. Na parte desnuda o belo corpo moreno de Lígia decorava a cama. Ficou a olha-la, como um delicado bibelô e pensava.
:- Queria que todas as manhãs, fossem belas como o teu corpo. Cheio de curvas suaves e calmas. Queria poder, todos os dias sentir o seu frescor o teu perfume de fêmea. O cheiro do teu suor de amor que me aconchega a alma.
Queria poder ter para sempre os teus braços em abraços em volta de mim. Os teus trejeitos de criança e o sorriso maroto quando me olhas com desejos de mim.
Se tu fosses minha para sempre, te guardaria dentro de mim trancada a sete chaves. Para que sempre fossemos duas vidas dentro de uma só alma.
— Bom dia Carlinhos! Ouve-se a voz musicada de Lígia.
— Bom dia Lígia! Acordei você amor. Responde ele com voz de felicidade

— Não querido! Vem cá deita aqui perto de mim! Acordei numa preguiça louca.                                                                           

— Não dá amor tenho que trabalhar! Vou buscar café.                                                                       

— O que você estava fazendo em pé olhando para mim!                                        

— Admirando o teu corpo!                                                                                                                       

— Jura! Ai que gostoso! E fez um bico com a boca jogando um beijo para ele.