(Crônica em revisão)
Tudo o que escrevo vem da minha alma; é um gozo transmitir o que sinto. Quando a saudade bate no meu peito eu choro, revivo as passagens de amor na chuva e na praia; dos momentos em que a vida se tornava uma seda deslizando suavemente sobre minhas paixões; das escuras ruas de paralelepípedos; dos bondes da minha infância; das mulheres modernas e lindas em fotos branco e preto; das noivas, das meninas e das alegrias dos amores puros e sorridentes. Sinto falta de mim mesmo quando eu era o passado.
31/10/2018
29/10/2018
A PROCURA
Vago pelas madrugadas, pelas calçadas das ruas do tempo.
Pelas ruas de pedras, sebosas e brilhantes, um tom de cinza prata.
Chumbo.
Coisa feia de se ver.
O sereno me fustiga molhando meu chapéu e roupa, me deixando com frio.
Pelas ruas de pedras, sebosas e brilhantes, um tom de cinza prata.
Chumbo.
Coisa feia de se ver.
O sereno me fustiga molhando meu chapéu e roupa, me deixando com frio.
Em cada esquina, meus olhos te procuram.
Jogada, dona da calçada, prostituta bêbada...
As vezes me ponho a cantar na rua dos pecados.
Restos de músicas de vagas lembranças da felicidade.
Tragédia do vício, trapo, pecando por um gole.
Jogada, dona da calçada, prostituta bêbada...
As vezes me ponho a cantar na rua dos pecados.
Restos de músicas de vagas lembranças da felicidade.
Tragédia do vício, trapo, pecando por um gole.
Molambo da vida mendiga.
Andarilha dos bares sujos da noite.
Um farrapo sorridente em forma de gente.
Dormindo em calçadas cuspidas.
Um farrapo sorridente em forma de gente.
Dormindo em calçadas cuspidas.
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