16/12/2018

PREFÁCIO (O fofoqueiro do meu livro)

É difícil descrever ao pé da letra, todos os pensamentos, de modo a não perder nenhum detalhe.

Pior então, descrevê-los escrevendo.

Foi isso que tentei fazer, no meu livro. Por no papel, sonhos fantasias e realidades. Entrar em transe, entremear a escrita e imaginar uma realidade. Quando voltava do sonho à realidade, chorava! Pois tinha a nítida impressão que tudo era real. Muitas vezes escrevia usando e forçando a mente. Para poder descrever melhor e com o máximo do sentir possível, as situações e narrativas.

Muitas vezes a dor de cabeça vinha junto com meu choro, então percebia mudanças no meu organismo, como um pós-operatório. Uma sensação de fraqueza e debilitação. Passado algum tempo eu melhorava, incluindo meu astral que me deixava mais feliz.

Muitas vezes, fui buscar o beijo da namorada, que estava perdido no tempo. Desde a infância, e enquanto o saboreava, acompanhando, vinha o encanto e a magia. Tudo foi colocado no papel com esmero e sentir. Fui buscar a minha namoradinha de infância, meninota ainda inexperiente. Trazendo-a para o meu coração. Ressuscitando-a, para morar no livro.

Percebi então que tudo, nada mais eram, que os sonhos da minha vida. Que hoje, já se fazem velhos. Trouxe de volta o menino da minha infância, para entrar, dentro de mim. E juntos sonhamos, achamos afagos e carinhos na escrita.

Depois trouxe o meu amor da juventude e amei-a sem restrições, vivendo a recordação do passado. Chorando sorrindo e simplesmente sentindo toda essa experiência, enquanto escrevia. Foi uma delícia te escrever meu menino livro. O meu Carlinhos, que amo muito. Dentro dele, vivi emoções até então desconhecidas para mim. Fui mais feliz dentro dele do que aqui fora.

 

12/12/2018

FINAL DO CANSAÇO

Desespero, noite feia, fria.

Impressão de fim do mundo,

Vazio profundo. Desapego!

Sereno que escorre na alma calada!

Vida gelada, sem alento.

Coração cansado, feito cachorro sem dono.

Melhor aceitar a morte, acabando com o sofrer.

Descansar como um escombro da noite.

Assustado e assustando.

Triste fim de vida. Melancólica de viver

quieto, calado. Sem afago!

Numa sede de amar. Mas a

esperança se foi.

Como o resto do meu corpo. Enferrujou!

Precisando cair na terra.

Precisando decretar a falência da vida.

Liberando o espírito, para uma nova jornada.